Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens

8 de março de 2016

Resenha: A garota no trem - Paula Hawkins

  Comentários    
Categoria: 
A garota no trem é um thriller psicológico narrado através da perspectiva de três personagens femininas: Rachel, Megan e Anna. Tendo Rachel, como narradora e personagem principal.

Rachel é uma alcoólatra, ela perdeu o marido e o emprego por causa do seu vício em álcool, o que faz com que muitas vezes tenha apagões de memória, em que não consegue se lembrar do que fez e o que aconteceu em determinados momentos. Ela mora de favor na casa da amiga, Cath, mas temendo dizer a verdade: que perdeu o emprego por causa da bebida, ela pega o trem, todos os dias, como se nada tivesse acontecido.

E é nesse percusso que faz, diariamente de trem, que ela observa sua antiga casa, localizada as margens do trilho, onde Tom, seu ex marido vive com sua antiga amante e atual esposa, Anna, e Evie, filha do casal.
Nunca entendi como as pessoas podem negligenciar com tanta frieza os danos que causam ao seguir o que manda o coração. Quem foi que disse que fazer o que manda o coração é uma coisa boa? É puro egocentrismo, um egoismo de querer ter tudo.
É também pela janela do trem que Rachel observa de forma obsessiva, a vida de um casal, que vive próximo a sua antiga casa, o qual ela chama de "Jess" e "Jason". Para ela, eles representam o casal perfeito, tudo aquilo que ela e Tom poderiam ter sido se as coisas tivessem tomado outro rumo. Mas, em um certo dia, tudo aquilo que ela imaginava sobre eles é destruído, e para piorar a situação ela descobre que Jess é na verdade, Megan, que está desaparecida. Acreditando que pode ajudar a policia a descobrir o que aconteceu com Megan, ela acaba fazendo sua própria investigação e se envolvendo em situações que colocam sua vida em risco.

Em A garota no trem é curioso perceber que apesar do livro ser narrado por três personagens, nenhuma delas é totalmente confiável, o que faz com que a narrativa torne-se mais instigante e desperte a curiosidade no leitor. Os personagens foram bem construídos, e é possível perceber suas particularidades e características próprias e pode-se dizer, até mesmo, que possuem mais defeitos que qualidades.

Apesar da forma de narrar das três personagens serem bastante similares, Paula Hawkins conseguiu colocar em evidencia os pensamentos e sentimentos das personagens, provocando, em quem está lendo, diversas emoções durante a leitura, como raiva, desprezo e piedade. Ainda que o clima de suspense, propriamente dito, demore um pouco para acontecer, o modo como o livro é narrado desperta curiosidade para conhecer a vida dos personagens e os acontecimentos pelos quais eles passam. Os capítulos são inteligentes e a autora consegue despertar a necessidade de não querer interromper a leitura, o que torna a história mais ágil e interessante..

O livro é bem escrito e possui uma trama envolvente, e o fato do desfecho do livro poder ser desvendado perto dos capítulos finais, não desmerece nenhum pouco a obra e nem prejudica a leitura. No entanto, acredito que o capítulo final poderia ter tido um pouco mais de emoção e ação.

A garota no trem mostra-nos que não devemos julgar as pessoas com base no conhecimento que acreditamos ter delas, pois nem sempre aquilo que pensamos ou sabemos sobre uma pessoa, de fato é a verdade.

4/5


Livros de suspense

12 de outubro de 2015

Resenha: Um amor perfeito

  Comentários    
Categoria: 

*Livro cedido em parceria com a Única Editora

Um amor perfeito é o primeiro livro da série Caribou Crossing escrito pela autora Susan Fox

A história se passa em um rancho, na cidade fictícia "Caribou Crossing" e acompanha a vida de Miriam e Wade, casados há oito anos e que tem uma filha de 7 anos, Jéssica. Eles sempre tiveram um relacionamento perfeito, cheios de planos e expectativas para o futuro. Mas, a vida traz situações inesperadas que colocam o que sentem um pelo outro à prova. Será que o amor que julgavam ser para sempre irá resistir as dificuldades?

Um amor perfeito é narrado em terceira pessoa, porém sob o foco dos dois personagens principais. Através de flashbacks compreendemos o que levaram os personagens a determinadas situações do presente.  O livro possui um diferencial de outras histórias do gênero, pois nele a história do casal é contada após o "felizes para sempre", o que até certo ponto é interessante, já que podemos acompanhar como os personagens lidam com os problemas no relacionamento com o passar dos anos. No entanto, senti falta de acompanhar o surgimento e o desenrolar dos sentimentos entre o casal, até chegar ao esperado "final feliz". 

Os personagens principais são bem desenvolvidos e, apesar de parecerem tão "perfeitos", inicialmente, demonstram no decorrer da história que possuem falhas e inseguranças como qualquer ser humano. O livro também apresenta os protagonistas do próximo livro da série (Um sonho perfeito): Jéssica, filha do casal e Evan, melhor amigo da garota. Jess e Evan são personagens bastante carismáticos e isso me deixou bastante curiosa para conhecer a história deles.

Um amor perfeito apresenta uma história simples com poucos acontecimentos e reviravoltas. Não há um enredo tão envolvente, que faz o leitor querer terminar o livro o mais rápido possível, mesmo sabendo como esse tipo de história costuma acabar. Ainda assim, é um bom livro, que fala de superação, família e amor.


3.5/5

 

14 de setembro de 2015

Resenha: Para todos garotos que já amei

  Comentários    
Categoria: 
                                      
                                        Para todos os garotos que já amei conta a história de Lara Jean, a irmã do meio da família Song. Ela possui uma relação muito próxima com o pai e as irmãs Margot e Kitty. A mãe delas faleceu quando Lara ainda era uma criança, e diante disso Margot acabou assumindo a responsabilidade da casa, cuidando do pai e e das irmãs. No entanto, quando Margot decide fazer faculdade na Escócia, Lara Jean sente-se apreensiva e insegura pois terá que ser mais independente e assumir as responsabilidades que antes eram da irmã. Mas, como lidar com novas mudanças se ela não se sente preparada para isso?

Para complicar ainda mais a situação, as cartas de amor que ela escreveu para os garotos por quem já foi apaixonada e que ela guarda em uma caixa azul petróleo que ganhou da mãe, desaparecem e são enviadas aos seus respectivos destinatários. Para seu desespero, uma dessas cartas foi escrita para Josh, ex namorado da sua irmã e por quem nutre uma paixão platônica. Desesperada para provar a Josh que não sente mais nada por ele, Lara Jean acaba tomando uma atitude precipitada: fingir que está namorando Peter Kavinsky, um dos garotos mais populares da escola e o primeiro que ela beijou.

 "Não são cartas de amor no sentido mais estrito da palavra. Minhas cartas são de quando não quero mais estar apaixonada. São cartas de despedida. [...] Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam".

Para todos os garotos que já amei é narrado em primeira pessoa pela personagem principal - Lara Jean - e possui uma narrativa fluida e leve. Os capítulos são curtos o que traz mais dinamicidade a trama.

Jenny Han apresenta-nos personagens críveis, com qualidades e defeitos, medos e sonhos. E tal fato, só contribui para que seja criada uma empatia imediata com os personagens apresentados. Lara Jean é uma garota muito romântica e sonhadora, que prefere ficar presa a ilusões do que correr riscos. Os personagens secundários também são interessantes, como Kitty, a irmã caçula que é muito esperta e persuasiva,  Josh, vizinho e amigo da família e Peter. Na verdade, dentre os personagens, Margot, foi a única que não me agradou pela sua personalidade um tanto controladora.

Apesar de ter sido uma leitura prazerosa, não fiquei apaixonada pela história, como a maioria dos leitores ficaram, e é bem provável que isso tenha acontecido por ter criado expectativas demais, por conta dos inúmeros elogios que vi a respeito do livro, e infelizmente ao final da leitura não senti que elas foram alcançadas. Talvez, isso também, se deva ao fato da história ter seguido por uma direção na qual eu não esperava ou melhor não queria e isso me deixou desanimada.

Como o livro tem uma continuação: P.S: Ainda amo você, muitos pontos foram deixados em aberto, para a construção de uma nova história e da finalização dos conflitos que envolvem Lara Jean.

Para Todos os Garotos que Já Amei retrata de forma rápida e divertida, as confusões e dilemas próprios da adolescência.

3.5/5 




20 de abril de 2015

Resenha: Como fui esquecer você

  Comentários    
Categoria: 
Como fui esquecer você conta a história de Zoey, uma adolescente de 17 anos, que vê sua vida mudar quando descobre que seu pai engravidou outra mulher. Tal fato faz com que sua mãe tente cometer suicídio e em virtude disso ela é internada em um hospital psiquiátrico. Dessa forma Zoey é obrigada a ir morar com seu pai, que não demonstra nenhum afeto pela filha, e com a madrasta, que só está preocupada com sua viagem de lua de mel para o Havaí.

Para complicar a situação ela sofre um acidente de carro e acaba não recordando de alguns fatos que aconteceram algumas horas antes do acidente. O que teria acontecido naquela noite? Por que Doug, um rapaz que ela não se dá tão bem, parece estar cada vez mais próximo dela?

Como fui esquecer você é o segundo livro que leio da autora Jennifer Echols, o primeiro foi Longe demais. Como fui esquecer você é um pouco melhor que o primeiro, mas ainda assim, a autora não conseguiu conquistar-me com essa história. Não é que o livro seja ruim, mas também não me agradou, seja pelo desenvolvimento do enredo ou pelos personagens apresentados. 

A história começou de forma interessante, com Zoey tendo que lidar com as consequências provocadas pela traição do pai com uma mulher bem mais jovem. No entanto após a personagem sofrer um acidente de carro, a história vai ficando monótona e sem graça. Apesar disso a narrativa é fluida e feita em primeira pessoa pelo ponto de vista da protagonista.

Com relação aos personagens principais, Zoey consegue até transmitir, inicialmente, empatia pelos seus problemas familiares, mas depois a personagem torna-se insegura e irritante, ao passar a maior parte do livro tentando esconder que seus amigos saibam sobre o problema da sua mãe, com medo de que eles mudem com ela. Sem falar nas diversas vezes que a personagem fica repetindo que não pode se envolver com Doug, porque é "namorada" de Brandon, um rapaz que não dá a mínima para ela e que nunca deu nenhuma demonstração de que eles estivessem em um relacionamento. Já Doug é um personagem carismático e legal, e é através dele que Zoey vai encontrando respostas para suas perguntas.

Como fui esquecer você, até consegue abordar as dúvidas e inseguranças que surgem na adolescência, mas talvez pelo fato de alguns conflitos e personagens serem pouco desenvolvidos, a história torna-se superficial e esquecível.


2.5/5



7 de fevereiro de 2015

Resenha: Roubada

  7 Comentários    
Categoria: 


 
Roubada acompanha a história de Lotte Wainwright, uma jovem que é encontrada desacordada  em uma praia e que não tem nenhuma recordação de quem é ou daqueles que conhece. Com a notícia nos jornais, das circunstâncias misteriosas do seu aparecimento, ela é identificada por Dale, uma amiga que conheceu enquanto trabalhava como cabelereira em um navio de cruzeiro. Com a ajuda dos amigos, Lotte aos poucos, vai recuperando fragmentos de memória, que lhe mostram que a verdade pode ser muito mais dolorosa que a ausência de lembranças.

Roubada é um livro intenso, dramático e repleto de momentos angustiantes. Por isso, tende a provocar diversos sentimento no leitor: compaixão, raiva, esperança, tristeza, agonia. Apesar de ser em terceira pessoa, o foco narrativo muda, algumas vezes, e é possível acompanhar e conhecer a história pela perspectiva de outros personagens da trama, o que deixa a narrativa mais dinâmica e interessante. As cenas são bem descritas e ambientadas e isso permite que tenhamos a sensação de estarmos passando por aquilo junto aos personagens. Leslie Pearse consegue manter o leitor atento e interessado em saber o rumo da história.

Os personagens são bem construídos. A personalidade de Lotte vai crescendo e amadurecendo no decorrer da trama. Apesar da infância difícil e das situações terríveis pelas quais passou ela deixa de ser uma personagem frágil, apática e tímida para transforma-se em uma mulher corajosa e determinada, revelando uma personalidade que nem ela mesma sabia que tinha. Dale é outra personagem que merece destaque. Através da amizade com Lotte ela torna-se menos egoísta e insensível e mostra-se solidária e preocupada com outras pessoas, além de si mesma. Há outros personagens interessantes como Simon e Adam, amigos de Lotte, e David, que acaba sentindo-se atraído pela jovem que resgatou na praia.

Algo que me incomodou, um pouco, no livro foi a quantidade de dramas que a protagonista passa, desde a infância sofrida com uma mãe que a maltrata e um pai ausente, até situações mais terríveis e angustiantes, que poderiam ser evitadas sem fazer nenhuma diferença na história. Sabe aquela sensação quando você pensa que o personagem já passou por tudo de ruim, e vem  algo para piorar ainda mais? Em alguns momentos isso pareceu exagerado ou forçado demais.

O Livro apresenta ao final uma pequena biografia da autora e uma entrevista em que ela explica um pouco sobre a construção de seus livros e personagens. Roubada é um livro que deve ser lido por aqueles que apreciam uma boa história de suspense, repleta de mistérios, dramas e momentos emocionantes.

4/5


 

30 de outubro de 2014

Resenha: As crianças trocadas - A Guerra dos Fae

  8 Comentários    
Categoria: 
 
* Livro cedido em parceria com a Geração Editorial

As crianças trocadas da autora Elle Casey tem como personagens principais dois adolescentes de 17 anos: Jayne Sparks e Tony Green, que são melhores amigos apesar de terem personalidades completamente diferentes. Enquanto Jayne é rebelde, sarcástica e desbocada. Tony é um garoto tímido e nerd.

No entanto, quando Tony descobre um segredo familiar de Jayne, ele obriga a amiga a tomar uma decisão que muda suas vidas para sempre: abandonar tudo e fugir para Miami. Sem dinheiro e sem rumo, eles acabam conhecendo na nova cidade, Jared, um garoto misterioso, que lhes oferecem abrigo em um galpão abandonado, onde há outros jovens na mesma situação que eles: Chase, Finn, Beck, Samantha e Spike.

A situação toma um rumo inesperado quando os jovens veem um anúncio no Jornal, oferecendo uma boa quantia em dinheiro para participarem de um experimento, que exige preparo físico. O que ninguém esperava era que tal decisão os colocaria em uma floresta dominada por seres fantásticos e perigos inimagináveis.

As crianças trocadas é aquele tipo de história que você lê sem nenhuma expectativa e no decorrer da leitura acaba sendo conquistada pela narrativa, personagens e enredo. O livro é narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Jayne. E é muito divertido e contagiante acompanhar a história sob a ótica dessa personagem. A narrativa é fluida, agradável e envolvente e mantém o leitor interessado e ansioso para saber o que há de vir. Fica difícil interromper a leitura antes de chegar ao final.

Elle Casey conseguiu criar personagens com características próprias e distintas e todos eles tem sua relevância na história (alguns um pouco mais que outros). Eu me senti completamente conectada aos personagens. Jayne é cheia de personalidade e apesar de falar palavrões exageradamente, o que inicialmente, pode parecer forçado e até mesmo inconveniente, acaba transformando-se em momentos engraçados, devido a autenticidade e espontaneidade da personagem.
“Esses fodidos nos botaram numa floresta com monstros meio humanos que gostam de sugar a vida das pessoas! Sabe o que isso significa? Vampiros! E não estou falando dos vampiros gostosões do Crepúsculo, não. Como é que vou manter a calma?”
A história é muito criativa, eu diria que até original (pelo menos nunca li nada parecido) e a autora faz com que o leitor sinta-se conectado aos personagens. Eu me surpreendi bastante com a trama criada por ela, e o fato de saber pouquíssimos detalhes do enredo contribuiu mais ainda para isso. O livro é cheio de reviravoltas e mistérios, repletos de momentos de ação, com sinais aparentes de um possível romance (provavelmente, mais desenvolvido nos livros seguintes). O livro termina de um jeito que faz com que o leitor necessite, urgentemente, da continuação.

As crianças trocadas é uma história cheia de magia e desafios, uma leitura rápida, instigante e super recomendada.

4.5/5


30 de agosto de 2014

Resenha: O conto do Adivinho

  8 Comentários    
Categoria: 
 
Em O conto do adivinho a história é centrada na personagem Cassandra Brooks. Ela vive em Nova York com seus dois filhos, gêmeos, Jonah e Morgan e trabalha com radiestesia, um dom que foi passado pelas gerações de sua família e que lhe permite encontrar água na propriedade de outras pessoas.

No entanto, em um desses momentos, ela se depara com um corpo de uma garota pendurado perto do bosque. Desesperada ela informa o ocorrido a polícia. Mas, quando chegam ao local nenhum corpo é encontrado e nem indícios de que algo terrível aconteceu. Teria Cassandra imaginado tudo aquilo ou previsto um terrível acontecimento?

O conto do adivinho começa com uma premissa interessante e incomum. A história é intercalada por meio de flashbacks, em que é apresentado ao leitor o passado conturbado de Cassandra, seu dom de prever o futuro e sua relação com a família. Porém no decorrer dos capítulos a história foi ficando lenta e monótona. Alguns fatos apresentados não acrescentaram em nada para a história, tornando-se informações soltas e sem relevância.

A narrativa do livro é repleta de descrições detalhadas do ambiente e de metáforas. Acredito que esse tipo de narrativa não seja adequada para livros de suspense, já que deixa o ritmo da história desgastante e acaba prejudicando o clímax dos acontecimentos. Em vários momentos, o autor interrompia um momento de tensão para descrever de forma prolixa tudo que estava ao redor da personagem principal, o que ela via ou sentia.

A parte mais interessante do livro foi a relação de Cassandra com a família, sobretudo com o pai, Nep. A maneira como o autor construi o relacionamento fraterno e retratou a doença de Alzheimer foi real e tocante. A construção dos personagens também foi interessante, apesar das atitudes dos filhos da protagonista serem, um tanto, maduras para garotos de 11 anos.

O conto do adivinho teve um final abrupto, com um desfecho previsível e morno. Faltou emoção e tensão, elementos essenciais para um livro do gênero. 

2.5/5

25 de julho de 2014

Resenha: O para sempre de Ella & Micha

  5 Comentários    
Categoria: 
 
 *Livro cedido em parceria com a Geração Editorial

O para sempre de Ella & Micha apresenta a mesma estrutura narrativa do primeiro livro da série (resenha), com capítulos alternados entre os personagens principais. 

No segundo livro, acompanhamos os recomeços do casal principal: Ella e Micha. Ella passa a fazer terapia para se livrar dos traumas psicológicos resultantes da morte da mãe e do alcoolismo do pai. Enquanto Micha tem que enfrentar os fantasmas do passado e ainda lidar com os problemas no seu relacionamento com Ella, que passa por momentos de incerteza, insegurança e ciúmes. Será que o amor que sentem um pelo outro é forte o suficiente para que possam ter um futuro juntos?

Em O para sempre de Ella e Micha, Jessica Sorensen apresenta-nos os erros, acertos e recomeços na vida dos personagens principais. E esse foi, justamente um dos pontos que mais gostei no livro: os personagens erram, mas buscam superar as dificuldades e recomeçar, sobretudo Ella que mesmo com suas crises psicológicas e dúvidas constantes busca superar o passado para seguir em frente. Por isso o segundo livro agradou-me mais que o primeiro, tendo em vista também que os personagens foram mais bem desenvolvidos, o que fez com que eu sentisse uma maior ligação com seus problemas e dilemas.

No entanto, achei que na maioria das cenas hot entre o casal, faltou romantismo e paixão, e a forma como aconteceram, em algumas vezes, pareceram forçadas e desnecessárias. Mas, além da relação de Ella e Micha, a autora também aborda os dilemas familiares, que foi uma das melhores partes do livro, ainda que não tenha sentido uma evolução na relação de Micha com o pai, mas acredito que tal fato irá acontecer no último livro da série. Os personagens secundários Lila e Ethan () ganham um pouco mais de destaque na trama, não o suficiente ou como gostaria que tivessem, mas já dá para perceber que há uma sintonia entre eles (ansiosa pela publicação do livro centrado na história dos dois).

O para sempre de Ella & Micha é uma leitura rápida, com uma narrativa envolvente. Um livro que fala de perdão, esperança, amor e superação.

4/5


30 de junho de 2014

Resenha: Fiquei com o seu número

  18 Comentários    
Categoria: 
 

Fiquei com o seu número apresenta-nos a história de Poppy Wyatt, uma fisioterapeuta que está de casamento marcado com o homem "perfeito". Tudo estava indo maravilhosamente bem, até que em uma festa de comemoração com as amigas ela acaba perdendo o anel de noivado, uma joia valiosíssima que está na família há gerações. O pânico toma conta de Poppy e para complicar ainda mais a situação seu celular é roubado no mesmo dia. 

No entanto enquanto procura uma solução para o problema em que se envolveu, ela acaba encontrando um celular na lata de lixo. Desesperada Poppy acaba dando o número para os funcionários do hotel, na esperança de recuperar o anel. Mas, ela não imaginava que o celular pertencia a assistente de Sam Roxton, um empresário que necessita do celular de volta pois mensagens e e-mails importantes se encontram no aparelho. Assim, Poppy e Sam fazem um acordo temporário: cabe a Poppy manter Sam informado, encaminhando qualquer informação que chegar no aparelho, até que ela tenha o anel de volta. O plano poderia dar certo ser Poppy não decidisse ler as mensagens e intervir criando uma série de confusões e estreitando cada vez mais sua relação com Sam. 

Quando o assunto é chick-lit, Sophie Kinsella é a resposta certa. Ate hoje, não teve um livro que tenha lido da autora e que não tivesse gostado. Por isso quando quero uma leitura leve, divertida e que seja garantia de um ótimo entretenimento procuro algum livro dela para ler. Suas histórias têm sempre uma personagem principal atrapalhada, que se mete em situações constrangedoras e algumas vezes surreais. A protagonista de Fiquei com seu número se enquadra perfeitamente nessa categoria. 

Poppy e Sam são dois personagens completamente diferentes. Enquanto Poppy é engraçada, espontânea e comunicativa, Sam é muito reservado, sério e não interage muito com as pessoas. Mas, provavelmente, por isso mesmo seja tão bom vê-los juntos. Foi bastante interessante ver como ambos ajudaram um ao outro e contribuíram na evolução dos personagens. Apesar da maior parte da relação deles ser através de mensagens, fica evidente a sintonia forte que há entre os dois. Ainda assim queria que a autora tivesse aprofundado mais o romance entre Sam e Poppy no decorrer do livro, ou até mesmo criado um epilogo mostrando o relacionamento depois, seria muito legal.

A narrativa de Sophie Kinsella é fluida, rápida e super envolvente. O leitor sente-se conectado a história, aos personagens e não quer acabar de ler até terminar a leitura, e quando termina fica aquela sensação de quero mais. Ainda que seja fácil presumir o que acontece na maioria dos livros do gênero (nada contra isso, contanto que sejam bem desenvolvidos), Fiquei com o seu número traz elementos surpresas que deixam a história ainda melhor.

Se você nunca leu chick-lit ou tem algum preconceito com o gênero, recomendo que comece lendo este ou qualquer outro livro da autora, pois tenho certeza de que você vai se apaixonar e mudar de ideia após a leitura. Fica a dica!

4/5


26 de maio de 2014

Resenha: Como viver eternamente

  20 Comentários    
Categoria: 
*Livro cedido em parceria com a Geração Editorial
 
Como viver eternamente foi escrito pela autora Sally Nichols e lançado em 2008 pela Geração Editorial, ganhando uma nova edição com outra capa ( muito mais bonita que a primeira) em 2014, pela mesma editora.

O livro é narrado em primeira pessoa por Sam, um garoto de 11 anos diagnosticado com Leucemia. Os tratamentos para a doença não alteraram esse quadro, apenas lhe permitiu prolongar um pouco mais seus dias de vida. Em virtude disso Sam deixa de frequentar a escola e passa a ter aulas particulares em casa, juntamente com Félix, um garoto também com câncer, que Sam conheceu no hospital, quando estava fazendo quimioterapia, e desde então se tornaram melhores amigos. 

Uma das sugestões feitas pela professora, a Sra. Willis, é que os garotos escrevam sobre a vida deles. Dessa forma Sam percebe que é uma boa oportunidade para relatar seu cotidiano, apresentando fatos que considera importantes, sonhos que deseja realizar, perguntas que ninguém responde e contando assim um pouco da sua história, partilhando com o leitor seus últimos momentos de vida, em uma espécie de diário.

Logo, quando soube do relançamento do livro pela editora fiquei bastante curiosa por causa dos vários elogios a obra, mas ao mesmo tempo apreensiva, pois não sabia se gostaria da leitura já que sick-lits (livros que tratam sobre alguma doença), não são o tipo de leitura que aprecio e costumo ler. No entanto, Como viver eternamente agradou-me bastante, tanto por ser contado pela ótica de uma criança, o que deixa a leitura mais leve e dinâmica, quanto pela narrativa de Sally Nichols, que é capaz de transportar o leitor para dentro da história, fazendo-o acreditar, de fato, que a história foi escrita por Sam.

Os personagens dessa história são cativantes e parecem ganhar vida própria durante a leitura. Do início ao fim a história de Sam e Félix provocam desde risadas a lágrimas. Sam é um garoto inteligente, forte e incrível, pelo qual criamos simpatia e compaixão no decorrer da narrativa e ao final dela é como se tivéssemos feito e perdido um amigo. Apesar da doença que o acometeu ele não passa os dias lamentando-se, pelo contrário ele demonstra o valor da vida, aproveitando os dias que lhe restam da melhor maneira possível. Félix é outro personagem que merece destaque, com uma perspectiva pessimista da doença, ele consegue encantar pelo seu humor e pelo jeito autêntico de ser.


Ainda que o livro trate de um assunto muito sério e forte como "câncer", traz toda uma leveza e delicadeza nos acontecimentos, o que não significa dizer que a história, os personagens e as situações vividas por eles não sensibilizem e emocionem o leitor. Os capítulos são curtos o que deixa a leitura mais fluida e dinâmica. As listas feitas por Sam, os desenhos, os fatos apresentados, os personagens, a narrativa, todos esses elementos dão veracidade a trama e a tornam mais envolvente e emocionante.

Como viver eternamente é tocante, sensível e verdadeiro, com uma linda mensagem e que deve ser lido por crianças, jovens e adultos. A autora soube transformar uma história sobre morte, em uma história sobre o valor da vida. Super recomendo! 

4.5/5

7 de maio de 2014

Resenha: É melhor não saber

  27 Comentários    
Categoria: 
É melhor não saber da autora Chevy Stevens, publicado no Brasil pela Editora Arqueiro, é um thriller psicológico com uma história muito bem desenvolvida e um enredo bastante diferente.

A protagonista Sara Gallagher tem 33 anos, um trabalho estável, uma filha de 6 anos e está de casamento marcado com Evan. Entretanto, por ter crescido em uma família adotiva, ainda que a mãe a tratasse com carinho e amor, ela sempre se sentiu excluída pelo pai, que sempre demonstrava através de gestos e palavras, sua preferência pelas duas filhas biológicas: Lauren e Melanie. 

Como consequência disso, Sara sempre desejou saber quem eram seus pais biológicos, e assim poder conhecer suas origens e compreender, enfim, o seu passado. Para isso ela contrata um detetive particular a fim de descobrir sobre sua mãe, mas quando segredos do passado vem a tona e revelações chocantes são feitas Sara descobre que as vezes é melhor não saber. No entanto, não há como deixar o passado para trás quando ele se torna a parte mais angustiante do seu presente e tudo que ela pode fazer é lutar para proteger sua vida e a daqueles que ama.

É melhor não saber possui uma narrativa interessante e diferente. A história é contada por meios de sessões de terapia, através das quais Sara relata sua história para a psicóloga Nadine, que não interfere na narrativa, na verdade, é como se o leitor assumisse esse papel. Cada sessão é um capítulo da história, e em cada capítulo vamos conhecer de forma mais aprofundada sobre a vida de Sara, seus dilemas e emoções. A sensação que o leitor tem durante a leitura é de que, a medida em que Sara narra os fatos vamos nos aproximando dela, nos tornando mais íntimos da personagem.

Algo que merece destaque no livro é a personalidade dos personagens, que foi muito bem construída, sejam eles principais ou secundários. Os personagens que aparecem na história são reais, complexos e imperfeitos e por isso mesmo tão humanos. Sara é uma personagem com bastante personalidade. Ela é determinada, ousada, ansiosa, compulsiva e até mesmo obsessiva, é tão próxima do real que é como se estivéssemos passando por todas as situações junto com ela, o que é bastante angustiante. 

Para quem gosta de ser surpreendido durante a leitura, descobrindo os fatos junto aos personagens, não recomendo que leiam a sinopse presente na contra capa do livro, pois acontecimentos importantes da história são revelados. Acredito que a leitura do livro se torne bem mais interessante sem tais informações, pelo menos assim foi para mim.

Ainda que algumas partes da história se tornem mais lentas, no recorrer da trama É melhor não saber é um thriller muito bom e que com certeza, recomendo. O livro apresenta dramas psicológicos profundos, romance e momentos de tensão que deixam o leitor ansioso para chegar ao final. Se você gosta de thrillers psicológicos é melhor não deixar de ler. 

4.5/5



14 de abril de 2014

Resenha: Sem clima para o amor

  15 Comentários    
Categoria: 
*Livro cedido em parceria com a Geração Editorial

Sem clima para o amor da autora Rachel Gibson é narrado em terceira pessoa e tem como protagonista Clare Wingate, escritora de romances históricos e romântica assumida. Tudo estava, aparentemente, perfeito em sua vida, até que uma situação inusitada acontece no dia do casamento de sua amiga Lucy. Ao chegar em casa ela flagra o noivo, Lonny, em uma situação bastante comprometedora com outro homem em seu closet.

Desiludida e arrasada com o rumo que sua vida amorosa tomou, Clare decide que não está pronta para o amor. Mas, na festa de casamento de Lucy, ela acaba bebendo demais e acorda em um quarto de hotel sem lembrar-se de nada da noite anterior. Por isso ela fica completamente surpresa ao perceber que passou a noite com Sebastian Vaughan, filho do jardineiro de sua mãe, que ela não via desde criança, e por quem nutria uma paixão.

Chick-lit é um dos meus gêneros literários favoritos e por isso sempre tive muita curiosidade em ler algo da Rachel Gibson, que é super conceituada no gênero. Sem clima para o amor superou minhas expectativas. O livro é muito bom, ainda que não apresente tanto humor, como a maioria dos livros do gênero.

A narrativa da autora é super viciante, fluida, e ágil, é é quase impossível interromper a leitura. A maneira como ela abordou a questão do preconceito literário, através da personagem Joyce Wingate, que se nega a aceitar e respeitar a profissão da filha foi bastante interessante. O livro não tem apenas romance, mas mostra também as relações familiares, abordando assuntos mais sérios como a relação entre pais e filhos, luto etc.

O relacionamento entre Clare e Sebastian foi muito bem desenvolvido, e aconteceu de maneira gradual e detalhada. No decorrer do livro é possível perceber como os personagens vão evoluindo e aprendendo com seus erros. Sebastian é um personagem bastante sarcástico, que devido ao fracasso do casamento dos pais e por ser um jornalista que vive em viagens ao redor do mundo, evita a todo custo relacionamentos sérios. Para Clare, manter distância de Sebastian é a melhor decisão para não se machucar novamente, mas a atração que há entre eles é inegável e fica cada vez mais difícil para eles esconder o que sentem um pelo outro.

O livro faz parte da série "Writer Friends", que conta a história das amigas Lucy, Clare, Maddie e Adele, todas escritoras de um gênero diferente e com personalidades bem distintas . Sendo que cada volume conta a história de uma amiga e por isso podem ser lidos de forma independente. No Brasil já foi lançado Sempre ao seu lado, também pela Jardim de Livros, que conta a história de Maddie. Espero que os próximos livros sejam lançados logo por aqui. 

Sem clima para o amor é um livro que pode ser lido em qualquer momento, principalmente, se você procura uma história extremamente rápida e envolvente, com personagens carismáticos e com alguns dilemas familiares. 

4/5


25 de março de 2014

Resenha: Ratos

  19 Comentários    
Categoria: 
Ratos do autor Gordon Reece, foi publicado no Brasil pela Editora Intrínseca. O livro conta a história de Shelley e sua mãe, Elizabeth. Ambas tem a personalidade fraca, passiva, são como ratos, e por isso sempre foram alvos de humilhações. 

A história é narrada em primeira pessoa, por Shelley, uma adolescente de 15 anos, que foi vítima de bullying na escola. Tal fato trouxe sérias consequências na vida dela, como abandonar a escola, perder o convívio social e mudar-se para o chalé Madressilva, um local isolado da cidade, na certeza de que estaria protegida de qualquer perigo. Elizabeth também tem uma vida complicada, abandonada pelo marido e tendo que sustentar a família, é obrigada a lidar com o assédio do chefe, para ganhar um salário que não é compatível com as tarefas que executa.

No aniversário de Shelley de 16 anos, um dia cheio de planos e expectativas, acaba culminando em momentos de tensão e desespero, quando um estranho invade o local onde moram. A partir desse momento a vida de Shelley e de Elizabeth mudam drasticamente e elas descobrem que até mesmo os ratos tem um limite.

Comecei a leitura de Ratos, sem saber o que esperar do livro e talvez tenha sido, justamente, isso que me fez achar a história simplesmente incrível. Ratos surpreendeu-me de forma super positiva, não imaginava pela sinopse, presente na contra capa, o rumo que a história iria tomar e admito que gostei e me surpreendi com as escolha feitas pelo autor.

Os capítulos são curtos, o que dá mais agilidade a história. A narrativa de Gordon Reece é envolvente, intensa, ele explora o lado psicológico dos personagens de forma real e tocante. A escrita do autor é ágil, espontânea e até mesmo poética em alguns momentos. Reece descreve os fatos detalhadamente, de forma dinâmica e nem um pouco cansativa, a história é tensa e bem desenvolvida.

Outro ponto que merece destaque na obra é a evolução da personalidade das personagens. Tanto Shelley quanto Elizabeth são aparentemente frágeis, com um passado sofrido e cheio de traumas. A fragilidade e passividade delas pode inquietar o leitor, mas ao mesmo tempo faz com que sintamos compaixão e empatia. No entanto é notável o quanto elas crescem no decorrer da trama e não se trata de um amadurecimento brusco e forçado, mas as situações que elas são obrigadas a enfrentar, ainda que em um período curto de tempo, contribui para essas mudanças. Até mesmo o relacionamento entre mãe e filha torna-se mais forte, é possível perceber o companheirismo e amizade entre elas. 

Ratos é um thriller psicológico impactante e intenso, que consegue mexer com nossas emoções mais profundas. A leitura leva-nos a reflexão do que o ser humano é capaz de fazer e também nos faz questionar como agiríamos diante de determinadas situações: qual o limite entre o certo e o errado? é possível seguir adiante quando passamos por situações que podem nos marcar para sempre?

5/5 

6 de março de 2014

Resenha: O Segredo de Ella e Micha

  21 Comentários    
Categoria: 
*Livro cedido em parceria com a Geração Editorial

O Segredo de Ella e Micha da autora Jessica Sorensen é o primeiro volume da série, "Segredo", publicado no Brasil pela Geração Editorial.

O livro apresenta-nos a história de Ella e Micha, que tem suas vidas ligadas pela amizade que os une desde a infância, e é através dessa amizade e do sentimento forte que surgem entre eles, que ambos conseguem lidar com os problemas familiares que os cercam. Mas, em uma noite tudo modifica entre eles. Ella desaparece da vida de Micha, fugindo de sua cidade natal, de si mesma, e da paixão que sente pelo amigo. 

Após 8 meses, Ella retorna a Star Grove, para passar as férias de verão. Tentando ser uma outra pessoa e ter uma nova vida, Ella assumiu, durante o tempo que passou fora, outra personalidade que não lembra em nada a Ella do passado. No entanto, ao voltar para sua cidade, ela terá que confrontar seus medos e inseguranças e lidar com as emoções que a presença de Micha ainda lhe traz.

O Segredo de Ella e Micha é narrado sob o ponto de vista dos dois personagens principais, o que deixa a leitura mais interessante, a medida que o leitor pode conhecer melhor os sentimentos e pensamentos de ambos os personagens. A narrativa de Jessica Sorensen é muito envolvente, ela sabe como prender o leitor até a última página pois tem uma escrita simples, fácil e gostosa de ler.

Quanto aos personagens centrais, infelizmente Ella não me causou empatia e talvez por isso não tenha conseguido me conectar com seus traumas e conflitos familiares. A personagem é muito indecisa e instável demais, o que fez com que eu não conseguisse estabelecer uma identificação com ela, a ponto de sentir seus sentimentos e conflitos de forma tão real. Micha é bem mais interessante, acredito que pela sua personalidade forte e determinada e mesmo com suas imperfeições, é um personagem bastante carismático.

Os personagens secundários Lila, colega de quarto de Ella, e Ethan, amigo de infância de Micha, apesar de aparecerem em poucos momentos da trama, conseguiram me cativar mais que o casal principal. Espero que ambos tenham mais destaque no decorrer da série, apesar de que há um livro só deles, e o fato de saber disso já me deixou super animada e curiosa.

Ainda que o livro faça parte de uma série e falte detalhes que, provavelmente, serão abordados nos livros subsequentes, a história tem inicio, meio e fim, o que é bastante positivo para quem prefere livros únicos. A escolha que Jessica Sorensen deu para o final dos personagens foi muito legal, pois apesar do amor que Ella e Micha sentem um pelo outro, eles não abriram mãos dos sonhos e planos para o futuro, o que me fez ficar curiosa para saber que rumo a autora dará a série e a vida dos personagens.

Acredito que se autora tivesse explorado de forma mais aprofundada os dramas dos personagens, o livro teria me emocionado, faltou conflitos mais trabalhados e dilemas mais intensos. Mas, ainda assim O Segredo de Ella e Micha traz uma história agradável, que entretém, envolve e proporciona alguns momentos de reflexão. 

3.5/5 

 

21 de fevereiro de 2014

Resenha: Divergente

  18 Comentários    
Categoria: 
Divergente é o primeiro livro de uma trilogia distópica criada pela autora Veronica Roth e publicado no Brasil pela Editora Rocco.

A história acontece em uma Chicago futurística que, para manter a ordem e a paz, foi dividida em cinco facções: Abnegação, Audácia, Amizade, Erudição e Franqueza. Cada facção possui características próprias e ideologias que influenciam na maneira de pensar e agir dos membros. Nessa sociedade todos os jovens, ao completarem 16 anos, passam por um teste de aptidão, o qual define em qual facção melhor se enquadram.

O livro é narrado por Beatrice Prior, que pertence a facção da Abnegação. A tensão e ansiedade para o teste de aptidão a domina, pois através dele ela finalmente saberá se pertence a abnegação ou a uma outra facção. Mas, o resultado do seu teste é inconclusivo. Assim, Tris descobre que possui mais de uma aptidão, o que a caracteriza como Divergente.

No entanto é na cerimônia de escolha, que ela toma uma decisão que muda sua vida para sempre: abandonar a abnegação e unir-se a facção da Audácia. Essa escolha faz com que não somente rompa com os laços de sangue, mas a faz passar por diversas situações perigosas para se tornar um membro do grupo. Além de descobrir segredos que podem colocar a vida dela e daqueles que ama em perigo.

A história criada por Veronica Roth é muito interessante, o que faz com que o leitor fique curioso para descobrir o porquê de ser divergente representa tanto perigo. Os testes de iniciação da Audácia, apesar de ocupar a maior parte do livro, são necessários para compreendermos melhor como ocorre o processo de iniciação.

Outra característica positiva do livro é a narrativa da autora que é empolgante, até mesmo em alguns momentos mais lentos da história, ela consegue prender o leitor para saber o que vem a seguir. Além de conseguir fazer com que seja possível visualizar de forma nítida os acontecimentos da história, tornando a leitura mais envolvente e real.

Os personagens criados pela autora também são muito bem construídos e representam muito bem o melhor e o pior lado da natureza humana. Os personagens principais são imperfeitos e por isso mesmo tão verossímeis. No decorrer do livro conhecemos alguns de forma mais profunda como a mãe e o irmão de Tris, Caleb. Will, Christina e Al, iniciantes da facção da audácia. E o personagem misterioso Quatro, instrutor dos iniciandos da Audácia, um dos melhores personagens do livro.
 
Apesar de Divergente ter 504 páginas e dos acontecimentos finais terem sido um pouco rápidos demais, o livro é uma distopia muito boa, com ação, romance e algumas surpresas.

 4/5


3 de fevereiro de 2014

Resenha: Se arrependimento matasse

  25 Comentários    
Categoria: 
Se arrependimento matasse do autor Alma Cervantes, só vem comprovar o quanto a literatura nacional tem crescido nos últimos tempos, revelando grandes autores e conquistando cada vez mais leitores.

Alex, Rebecca e Alice são amigos que não se veem desde a época do colégio. Por isso decidem se reencontrarem e o local escolhido é o hotel do pai de Alex. O que deveria ser um encontro agradável, acaba culminando em uma noite fatídica e inesquecível.

Logo após o jantar, na qual estavam presentes também outros hospedes do hotel, todos acabam se recolhendo em seus quartos para descansar. E todo o clima de descontração e proximidade entre os amigos acaba, quando, após uma queda de energia, o cozinheiro do hotel, Victor, é encontrado morto.

A partir deste momento, a tensão e desconfiança pairam entre os hóspedes. As linhas telefônicas parecem ter sido cortadas e uma forte tempestade, juntamente com uma nevasca, os obriga a permanecerem no hotel. Assim, eles se veem assustados e indefesos diante da situação e com o passar das horas todos tem apenas uma certeza: há um assassino entre eles e qualquer um pode ser a próxima vítima.

Alma Cervantes conseguiu criar, em sua obra de estreia, uma história excelente, com momentos de tensão que faz com que o leitor sinta-se completamente envolvido pela trama e não consiga parar de ler até chegar a ultima página. É muito bom terminar a leitura de um livro e se sentir tão satisfeita e envolvida com a história.

Os personagens criados pelo autor foram muito bem construídos psicologicamente, o que contribuiu para que o clima de tensão entre eles se tornasse tão real. O autor conseguiu manter a coerência  entre a personalidade dos personagens e suas ações no decorrer da trama. Todos eles tiveram sua relevância na história e suas ações me deixaram ansiosa para saber o que aconteceria a seguir e que consequências elas trariam para história.

Se arrependimento Matasse é um suspense muito bem escrito em que não há pontas soltas ou desfechos forçados para surpreender o leitor. Pelo contrário, os personagens, as ações e o desfecho, são estruturados de forma inteligente e fascinante. Espero que seja publicado, logo, um novo livro do autor, porque talento Alma Cervantes já mostrou que tem.

Leia!Leia!Leia! O único arrependimento que você terá é por não ter lido o livro antes.

5/5


21 de janeiro de 2014

Resenha: Procura-se um marido

  37 Comentários    
Categoria: 
O livro é narrado em primeira pessoa por Alicia, uma jovem de 24 anos, inconsequente, com uma personalidade forte e que vive se metendo em confusão. No entanto, a vida dela muda de forma drástica quando seu avô Narciso, dono de um rico império comercial, morre. No testamento deixado pelo avô, sua herança é deixada, temporariamente, sob a tutela de Clóvis, advogado da família, até que ela esteja devidamente casada por pelo menos um ano, pois isso significa que a neta adquiriu maturidade suficiente para assumir a presidência do conglomerado Lima.

Tendo que trabalhar em uma das empresa do avô como assistente de secretaria, vender seu carro, se adaptar a um novo estilo de vida, ela arquiteta um plano para burlar o testamento e retomar sua herança e sua antiga vida de volta: Conseguir um marido de aluguel.

Ainda que a premissa da história possa parecer e até ser um tanto clichê, Carina Rissi conseguiu criar uma história divertida, emocionante e ainda surpreender o leitor em determinados acontecimentos. A construção da personalidade dos personagens, é outro ponto positivo do livro. Alicia inicialmente, se mostra mimada, imatura, mas é possível observar seu amadurecimento no decorrer da trama, o que torna tudo mais real e nos permite uma maior identificação com a personagem. Max, o lindo marido de aluguel é aquele tipo de personagem que é impossível não conquistar o leitor, mesmo apresentando inúmeras qualidades, ele também tem suas imperfeições.

Procura-se um marido cativa o leitor não somente pelos personagens principais, mas também pelos secundários, como Mari, melhor amiga de Alicia, que também tem seus próprios conflitos na história. Assim como a louca família de Max, que garante momentos divertidos a trama. Após terminar a leitura do livro, posso afirmar com total convicção que Carina Rissi é uma excelente escritora e que sem dúvida entrou para a categoria de autores que quero sempre ler. Mal posso esperar para ler outras obras dela. 

Procura-se um marido é leitura obrigatória para os fãs de chick-lit, pois além de ser um livro com uma narrativa ágil e envolvente, possui personagens encantadores e um enredo apaixonante.

4.5/5


15 de dezembro de 2013

Resenha: Cabeça de vento

  23 Comentários    
Categoria: 
Cabeça de Vento é o primeiro livro da trilogia "Cabeça de Vento" da autora Meg Cabot, publicado pela Galera Record. Nele acompanhamos a história de Emerson Watts, uma adolescente de 16 anos, muito inteligente e estudiosa, que adora jogar videogame com o seu melhor amigo e paixão secreta, Christopher e que não suporta nada que esteja ligado ao mundo das celebridades e as pessoas que se deixam influenciar sobre tudo o que diz respeito a elas. Para Em e Christopher isso tudo representa sinônimo de futilidade e superficialidade.

O que Em não imaginava era que sua vida fosse mudar completamente, ao ser obrigada pela mãe a acompanhar a irmã, Frida, de 14 anos de idade a inauguração da “Stark Megastore”, na qual estariam presentes as celebridades do momento: a modelo de sucesso Nick Howard e o lindo compositor e cantor britânico Gabriel Luna.

O que aconteceria se de repente você acordasse em um hospital no corpo de outra pessoa? E se essa outra pessoa fosse tudo aquilo que você abomina?

Cabeça de vento é, sem dúvida, um livro apaixonante, capaz de nos transportar para dentro da história e sentir aquilo que os personagens estão vivendo. É o tipo de livro no qual o leitor se identifica com os personagens e quer ler sem parar, mas quando a história termina, fica aquela sensação de quero mais.

Um romance que apresenta uma ótima história e uma personagem principal divertida e encantadora. Emerson Watts conquista o leitor desde o inicio e me fez torcer para que no fim ela consiguisesse se adaptar ao seu novo estilo de vida, sem jamais perder a sua identidade.

Já tinha lido vários comentários positivos com relação à autora e as suas obras e agora entendo perfeitamente o porquê, a narrativa de Meg Cabot é viciante, simples e fofa. Mesmo sendo voltado para o público adolescente, Cabeça de vento é um chick-lit com uma mistura de ficção científica que tem um enredo original e envolvente.

5/5
 


16 de novembro de 2013

Resenha: Confie em mim

  26 Comentários    
Categoria: 
Confie em mim, publicado pela Editora Arqueiro, é de autoria de  Harlan Coben que é conhecido pelas suas histórias repletas de mistérios e reviravoltas. 

O livro conta a história do Dr. Mike Baye e sua esposa Tia que estão cada vez mais apreensivos com o comportamento do filho adolescente Adam. Após o suicídio do amigo Spencer, Adam começa a agir de forma estranha, se tornando reservado e distante da família. 

Diante dessa situação Mike e Tia decidem tomar uma atitude drástica, monitorar o computador do filho, através de um programa espião, para saber o que está acontecendo e assim poderem ajudá-lo. Mas, será que invadir a privacidade é a melhor forma para solucionar os problemas e recuperar a confiança de alguém?

O tema central do livro são as relações familiares. O autor intercala, em cada capítulo, a história de vários personagens que vão sendo apresentados ao longo da trama, sem que a leitura fique cansativa e confusa. É incrível como Harlan Coben consegue mostrar histórias, aparentemente, desconexas e depois uní-las em um ponto comum. Isso, sem parecer forçado, fazendo com que as histórias se entrelaçem de maneira bem estruturada e coerente.

Além do livro manter um bom nível de suspense, daqueles que te deixa ansiosa para ler o próximo capítulo, também aborda vários assuntos relevantes e atuais, como bullying, relacionamentos entre pais e filhos, uso da tecnologia, drogas, privacidade e confiança. Uma característica legal nos livros de Harlan Coben é que ele se utiliza de personagens que já estiveram presentes em outros livros, como a célebre advogada Hester Crimstein (ótima personagem por sinal), que também aparece nos outros dois livros que li dele, Cilada e Não conte a ninguém(resenha aqui).

Ainda assim, o livro não me surpreendeu tanto como os outros do autor, uma vez que não há reviravoltas chocantes e alguns fatos da história eu já tinha desvendado. O final também poderia ter sido melhor, pois as informações aconteceram rápidas demais, mas nada que atrapalhe a leitura.

Se você gosta de livros de suspense com uma trama bem elaborada, Harlan Coben é um autor que deve e merece ser lido.

4/5



27 de outubro de 2013

Resenha: Lembra de mim?

  20 Comentários    
Categoria: 
Lembra de mim da Sophie Kinsella foi publicado pela Editora Record em 2009. O livro tem como personagem principal Lexi Smart, que sofre um acidente de carro e tem como conseqüência uma amnésia retrograda, ou seja, ela não tem memória alguma do que aconteceu nos três últimos anos da sua vida. Ela acorda em um hospital pensando que é 2004, quando na verdade é 2007.

Lexi surpreende-se ao perceber as mudanças que aconteceram na sua vida durante aqueles três últimos anos, ela descobre que é rica, tem uma ótima aparência, é chefe da empresa na qual trabalhava e ainda é casada com um homem lindo e milionário. Para ela sua vida tinha se tornado perfeita, um verdadeiro conto de fadas. Mas será que tudo realmente é tão perfeito como parece?

Lexi é uma personagem bastante carismática e por isso, durante a leitura, fiquei bastante ansiosa e apreensiva para que ela pudesse descobrir o que aconteceu durante os três anos que foram apagados da sua memória, que ela pudesse concertar os erros do passado e tivesse a chance de ser feliz.

No entanto, o livro não superou o meu queridinho da autora, até o momento, que é O segredo de Emma Corrigan. Mas, não deixa de ser uma leitura agradável e divertida. As cenas que mostra Lexi e o marido são muito engraçadas. Sophie Kinsella tem uma narrativa contagiante e envolvente, que deixa o leitor querendo ler até chegar ao final. E por falar em final um ponto negativo do livro foi justamente este. O final foi meio abrupto, a autora deveria ter mostrado mais detalhes, sabe aquela sensação de que ficou faltando algo quando a história acaba? 

Ainda assim é um livro que merece ser lido, principalmente se você é fã de chick-lit. Lembra de mim é um livro que fala sobre amizade e amor, que mostra que nem sempre o dinheiro é sinônimo de felicidade, mas que a verdadeira felicidade pode ser conquistada ao lado das pessoas que realmente amamos, quando lutamos pelo que acreditamos e nunca deixamos de ser nós mesmos.

4/5